A Cyber Monday de 2024 deixou um recado importante para quem trabalha com e-commerce e mídia: o comportamento do consumidor em datas sazonais mudou — e continua influenciando as decisões de 2025.
No ano passado, o mercado movimentou R$ 1,47 bilhão, com ticket médio de R$ 317 e um crescimento de 17,1% em relação a 2023. O volume ficou ainda 42,1% acima da média das segundas-feiras de outubro, segundo dados da Confi.Neotrust.
Esses números não servem apenas como retrospectiva.
Eles são uma linha de base para entender como o consumidor reage, compara, abandona, retorna e compra em um cenário de alta competitividade.
E é justamente no pós-evento que essa leitura faz diferença.
A Cyber Monday gera tráfego.
Mas é o pós-Cyber Monday que define quem continua comprando e quem some até o próximo desconto.
1. O volume é passado. O comportamento é o que avança.
A referência de 2024 mostra três movimentos que tendem a se repetir em 2025:
- Compradores recorrentes retornam mais cedo
- Usuários sazonais entram pela primeira vez no funil
- Uma grande base navega sem comprar, mas deixa sinais claros de intenção
Em outras palavras: o pós-pico é o momento em que separar “quem comprou” de “como cada um se comportou” faz diferença real.
Tratar todos de forma igual é desperdiçar oportunidade.
2. Três comportamentos que direcionam o pós-Cyber Monday

2.1 Compradores de alta frequência
São consumidores que já têm histórico com a marca.
Para eles, a Cyber Monday é mais um ponto da jornada — não uma exceção.
O que funciona:
- Cross-sell e categorias relacionadas
- Upgrades e versões avançadas
- Frequência mais baixa, evitando saturação
Esse grupo responde melhor a continuidade, não a pressão.
2.2 One-timers
São os consumidores atraídos exclusivamente pela data.
Aqui, a programática não trabalha fidelização imediata, ela trabalha validação de intenção.
O que funciona:
- Criativos com reviews e benefícios práticos
- Incentivo para a segunda compra
- Mensagens que reforçam valor além do desconto
O objetivo é identificar quem veio pelo preço e quem pode voltar pela experiência.
2.3 Quase compradores
O grupo mais numeroso e o mais negligenciado.
Compararam, adicionaram ao carrinho, voltaram, abandonaram.
É o público com maior potencial de conversão no pós-evento.
O que funciona:
- Segmentação por páginas visitadas
- Criativos que resolvem objeções (frete, prazo, garantia)
- Controle de frequência para não perder relevância
Aqui, a jornada fala mais alto que o desconto.
- Como a programática conecta o pico à retenção
O pós-Cyber Monday exige ajustes constantes.
E é aí que a programática cumpre seu papel mais estratégico:
Comportamento + Segmentação + Métricas em tempo real
Isso permite:
- Frequência ajustada por grupo
- Criativos alinhados à intenção
- Testes curtos e baseados em resposta real
- Segmentação pelo caminho percorrido
- Ajustes contínuos em CTR, CPC, viewability e repetição de impacto
A lógica muda: não é impactar mais.
É impactar melhor, com base no que cada comportamento indica.
4. O papel da BMS nesse processo
A BMS se encaixa naturalmente nessa dinâmica porque oferece:
- Dados em tempo real para ajustes rápidos e precisos
- Opera em modelo pay-as-you-go, permitindo testar e escalar sem risco
- Segmentações ricas por comportamento, histórico e navegação
- Flexibilidade para ajustar criativos, grupos, frequência e pacing
Em um cenário pós-Cyber Monday, a autonomia operacional é tão importante quanto o volume de dados.
5. Por que o pós-evento define o longo prazo
A Cyber Monday acelera o funil.
O pós-Cyber Monday organiza o potencial.
É aqui que surgem os sinais de:
- recorrência
- intenção real
- afinidade com categorias
- abandono recuperável
- clientes com possibilidade de lifetime value
Se 2024 mostrou volume, 2025 exige decisão baseada em comportamento.
Conclusão
Datas como a Cyber Monday continuam importantes, mas o que realmente diferencia uma operação madura é o que acontece depois do pico.
Comportamento, segmentação e ajustes programáticos permitem transformar compradores sazonais em clientes de longo prazo e essa lógica vale para todo o ano.
Se quiser aprofundar essa estratégia dentro da BMS, podemos orientar os próximos passos.